sábado, 24 de setembro de 2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
SAMBA IRONIZA 'AÇÚCAR" TUCANO!
Enquanto a Dilma se defendia na tribuna do Senado, o deputado Antônio
Imbassahy (PSDB-BA) sacudia um saquinho de pó branco próximo aos
senadores da bancada tucana. O acontecido – que gerou enorme alvoroço
nas redes sociais – agora vira um samba de autoria de Carlão do Peruche,
Toinho Melodia, Rodolfo Gomes, André Santos e Matheus Crippa.
Rodolfo Gomes, destaque da nova geração do samba paulista, conta que a
composição começou quando surgiu o assunto do pacotinho suspeito em um
encontro de sambista: “Pairava entre nós a dúvida de quem era a mão que
balança o saco, daí descobrimos que o dito cujo era um deputado com um
nome extremamente sonoro e musical: “Imbassahy”. Seu Carlão do Peruche
soltou o primeiro verso daí o samba veio”, disse Rodolfo.
Considerado o último baluarte vivo do samba de São Paulo, seu Carlão
do Peruche já foi detido e depôs no DOPS por conta de sambas
subversivos com críticas veladas à ditadura militar. Toinho Melodia,
outro sambista da velha guarda de São Paulo, também é autor de inúmeros
sambas que satirizam a política a exploração dos mais pobres.
Para Rodolfo, o samba é uma expressão artística que serve como
instrumento de luta, um jeito de passar o recado de forma irônica,
positiva: “há uma linhagem de compositores que são cronistas do
cotidiano, Noel Rosa, Zé Keti, Adoniran Barbosa e Geraldo Pereira faziam
poesia a partir da vida da população, com sarcasmo, inteligência e
lucidez. A política e os políticos são temas que pairam sobre esse
cotidiano popular.”
Perguntado sobre os trocadilhos da música, Rodolfo não titubeia: “não
tem trocadilho, queremos alertar a população sobre os riscos do consumo
excessivo de açúcar, obesidade, diabete…”
Desembaça aí, minha gente
Desembaça aí!
Levou um saquinho de açúcar pra rapaziada curtir…
Não era açúcar mascavo (nãaaaao)
Nem tampouco demerara (não, não!)
Não é qualquer bico de arara
Que mete a cara no doce
Não posso lhes dizer quem trouxe
Mas acho que sei de quem é
Ah, é? Ah, é?
Se eu te contar o nome do cara qual é
Ah, é? Ah, é?
Se eu te contar o nome do cara qual é
O açúcar no congresso é de um tipo diferente
Não é ‘Caravela’, tampouco ‘Da Barra’
Vem num saco transparente
Se o café está amargo
Você sabe como é:
Cada um adoça o expresso
Com o açúcar que quiser
Ah, é? Ah, é?
Se eu te contar o nome do açúcar qual é
Ah, é? Ah, é?
Se eu te contar o nome do açúcar qual é
Fonte: Brasil debate
JORNALISTA AFIRMA: MANTEGA É INCAPAZ DE PEGAR UM TOSTÃO!
Para
o jornalista, a prisão de Mantega e o indiciamento de Lula são uma
grande estratégia para encontrarem motivos jurídicos para “melar” a
operação, uma vez que o grande serviço já foi feito: “o impeachment de
Dilma Rousseff e o nome do Lula jogado na lama”.
Fonte: Revista Brasileiros/vermelho
Por André Neves Sampaio, da revista Brasileiros
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| Foto: Vinicius Félix/Revista Brasileiros |
Colega
de escola de Guido Mantega, o jornalista Juca Kfouri está inconformado
com a prisão do ex-ministro da Fazenda e com os desdobramentos da
Operação Lava Jato. Para ele, a prisão de Mantega e o indiciamento de
Lula, são uma grande estratégia para encontrarem motivos jurídicos para
“melar” a operação, uma vez que o grande serviço já foi feito: “o
impeachment de Dilma Rousseff e o nome do Lula jogado na lama”.
Kfouri ainda afirmou que Mantega não seria capaz de roubar “um tostão”. “Não é possível que isso não seja fruto de mentes maquiavélicas, que cometem erros tão crassos, como o de prender, em um hospital, alguém que não coloca a sociedade em risco, no momento em que sua mulher está sendo submetida a uma biopsia, deixando Eike Bastista, que fez a denúncia, solto, o Eduardo Cunha solto, a alta plumagem do tucanato sem ser ouvida”.
Sobre a revogação da prisão do ex-ministro, o jornalista acredita que é uma forma de mostrar uma face humana de Sérgio Moro. “Não é possível que isso não seja uma coisa deliberada, e quem está falando isso não é do PT, nunca foi do PT. Sou absolutamente a favor de que todo mundo que cometeu atos ilícitos pague por eles, mas tem um limite, um limite que realmente lembra a frase do Brecht (o dramaturgo Bertolt Brecht). ‘Ou a gente grita, ou virão nos buscar, porque não há ninguém que grite por nós’”.
Leia o depoimento de Juca Kfouri na íntegra:
Kfouri ainda afirmou que Mantega não seria capaz de roubar “um tostão”. “Não é possível que isso não seja fruto de mentes maquiavélicas, que cometem erros tão crassos, como o de prender, em um hospital, alguém que não coloca a sociedade em risco, no momento em que sua mulher está sendo submetida a uma biopsia, deixando Eike Bastista, que fez a denúncia, solto, o Eduardo Cunha solto, a alta plumagem do tucanato sem ser ouvida”.
Sobre a revogação da prisão do ex-ministro, o jornalista acredita que é uma forma de mostrar uma face humana de Sérgio Moro. “Não é possível que isso não seja uma coisa deliberada, e quem está falando isso não é do PT, nunca foi do PT. Sou absolutamente a favor de que todo mundo que cometeu atos ilícitos pague por eles, mas tem um limite, um limite que realmente lembra a frase do Brecht (o dramaturgo Bertolt Brecht). ‘Ou a gente grita, ou virão nos buscar, porque não há ninguém que grite por nós’”.
Leia o depoimento de Juca Kfouri na íntegra:
“Eu fico sem saber o que pensar. Olho
para tudo que está acontecendo e embora eu não seja adepto da teoria da
conspiração, me ocorre que os exageros óbvios, desde a reunião de
Curitiba na denúncia contra o Lula, até esse episódio da prisão do
Guido, me parece que existe uma grande isenção para haver motivos
jurídicos para melar a Lava Jato, em função do fato de o grande serviço
já ter sido feito: o impeachment da Dilma Rousseff e o nome do Lula ter
sido jogado na lama. Agora querem salvar a cabeça dos de sempre. Não é
possível que isso não seja fruto de mentes maquiavélicas, que cometem
erros tão crassos, como o de prender, em um hospital, alguém que não
coloca a sociedade em risco, no momento em que sua mulher está submetida
a uma biopsia, deixando o Eike Bastista, que fez a denúncia, solto, o
Eduardo Cunha solto, a alta plumagem do tucanato sem ser ouvida. Não é
possível que isso não seja uma coisa deliberada, e quem está te falando
isso não é do PT, nunca fui do PT. Sou absolutamente a favor de que todo
mundo que cometeu atos ilícitos pague por eles, mas tudo tem um limite,
que realmente lembra a frase do Brecht. ‘Ou a gente grita, ou virão nos
buscar, porque não há ninguém que grite por nós’. Eu costumo
raciocinar, mas agora estou elaborando uma nota cujo tema central é ‘ já
não sei o que pensar’. Agora o que faz o Sergio Moro: revoga a prisão.
Aparece a face humana do juiz, para que amanhã ele possa fazer mais uma
dessas arbitrariedades. Pegue a declaração do procurador do Ministério
Público Carlos Fernando dos Santos que falou em ‘triste coincidência’,
dizendo que a ordem era anterior e não foi cumprida devido às
Olimpíadas. A Olimpíada impede que você vá à casa de alguém para levá-lo
coercitivamente para depor? A Olimpíada era no Rio de Janeiro – Guido
mora em São Paulo – e acabou faz um mês. As coisas não fazem sentido,
não tem nexo. A esquerda estava se reorganizando com manifestações de
rua, o Moro divulga o indiciamento do Lula. O ministro do Temer diz que é
a favor da anistia do caixa 2, e eles vão prender o Guido! De alguma
maneira, eles querem fazer frente à repercussão das coisas que são
negativas para o establishment. Eu estou indignado, eu fui colega de
escola do Guido, e uma coisa eu garanto para você: ele é incapaz de
pegar um tostão para ele, é incapaz de fazer o que agora Eike Batista
denuncia.”
Fonte: Revista Brasileiros/vermelho
A INFLAÇÃO NO BRASIL PENALIZA OS MAIS POBRES!
Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que famílias de renda mais baixa continuam a ser as mais afetadas pela inflação na cidade de São Paulo.
A
pesquisa usa valores deflacionados para 1996 e divide a população em 3
estratos: estrato 1 corresponde à estrutura de gastos de famílias de
renda média de R$ 377,49; o estrato 2 contempla famílias de renda média
de R$ 934,17 e o 3º estrato reúne famílias com renda média de R$
2.792,90.
Pelo terceiro mês consecutivo, as famílias pertencentes ao estrato 1 foram as mais afetadas pela inflação: a taxa subiu 0,47% para elas em relação ao mês anterior. As pertencentes ao estrato 3 foram as que menos sentiram o impacto da alta nos preços, como mostra o quadro abaixo
Pelo terceiro mês consecutivo, as famílias pertencentes ao estrato 1 foram as mais afetadas pela inflação: a taxa subiu 0,47% para elas em relação ao mês anterior. As pertencentes ao estrato 3 foram as que menos sentiram o impacto da alta nos preços, como mostra o quadro abaixo
Em
2016, o Índice do Custo de Vida acumula alta de 4,94% e, entre agosto
de 2015 e julho de 2016, de 8,25%. Em 2016, o ICV acumula 6,04% para as
famílias do estrato 1, 5,39% para as do estrato 2 e 4,45% para as do
estrato 3. A inflação acumulada em 12 meses foi de 9,00% para o estrato
1; 8,71% para o 2; e, 7,85% para o 3, novamente com penalização para os
mais pobres.
Em julho, o grupo que registrou a maior alta foi a Alimentação (0,85%), que contribuiu com 0,27 ponto percentual (p.p.) para a taxa do mês. Já a redução dos grupos Habitação (-0,44%) e Transporte (-0,30%) contribuiu com -0,14 p.p. para o índice do mês.
Em julho, o grupo que registrou a maior alta foi a Alimentação (0,85%), que contribuiu com 0,27 ponto percentual (p.p.) para a taxa do mês. Já a redução dos grupos Habitação (-0,44%) e Transporte (-0,30%) contribuiu com -0,14 p.p. para o índice do mês.
Fonte: Brasil Debate/Portal Vermelho
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
SERÁ ANUNCIADA NESTA QUINTA MP SOBRE REFORMA DO ENSINO MÉDIO!
O governo federal enviará ao Congresso uma medida provisória (MP)
propondo várias mudanças no ensino médio, sendo a principal a adoção de
um currículo aberto, que permita ao aluno escolher algumas disciplinas. O
anúncio oficial será feito às 15 horas desta quinta-feira (22) pelo
presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Planalto.
“O quadro indica, de acordo com o último IDEB, que a distância está
aumentando. Os jovens brasileiros de hoje sabem menos matemática que os
jovens da década de 90”, disse, após participar de sessão solene na
Câmara pelos 10 anos do movimento Todos pela Educação.
Quadro urgente
Uma proposta de reforma do ensino médio (PL 6840/13), aprovada em comissão especial em 2014 está na pauta do Plenário da Câmara. Mendonça Filho, porém, defendeu a análise do tema por medida provisória.
Uma proposta de reforma do ensino médio (PL 6840/13), aprovada em comissão especial em 2014 está na pauta do Plenário da Câmara. Mendonça Filho, porém, defendeu a análise do tema por medida provisória.
“Se aguardarmos eternamente, vamos viver mais 20 anos em que se fala
de reforma do ensino médio sem reformar. Não quero que o ministério se
comporte de forma passiva diante de um quadro absolutamente urgente”,
afirmou.
O ministro justificou que a pauta do Congresso vai estar obstruída
com medidas da área econômica como a PEC do Teto de Gastos Públicos (PEC
241/16) e a reforma da Previdência, o que demandaria uma MP para
acelerar a tramitação do tema.
Taxa de abandono
Um dos objetivos da medida é diminuir a taxa de abandono no ensino médio que, em 2014, foi de 7,6% – mais que o dobro verificado nos anos finais do ensino fundamental (3,5%), de acordo com o Ministério da Educação. A taxa de abandono, porém, tem diminuído desde 2006, quando atingiu o pico de 15,3%.
Um dos objetivos da medida é diminuir a taxa de abandono no ensino médio que, em 2014, foi de 7,6% – mais que o dobro verificado nos anos finais do ensino fundamental (3,5%), de acordo com o Ministério da Educação. A taxa de abandono, porém, tem diminuído desde 2006, quando atingiu o pico de 15,3%.
“Os jovens não se identificam, [o ensino atual] provoca evasão e a
qualidade é muito distante do que seria razoável. E isso afeta
diretamente o dia a dia de milhares de jovens no Brasil como um todo”,
disse Mendonça Filho. Ele informou que a adoção das mudanças será
gradual e não afetará o Enem deste ano.
Atualmente, o ensino médio dura três anos, é composto por 13 matérias
obrigatórias e com carga horária diária de 5 horas. A proposta do
Ministério da Educação é que até a metade do segundo ano o currículo
seja igual ao atual, mas a partir daí o aluno já possa escolher o que
pretende estudar, com foco no ensino superior ou no ensino técnico.
Essa divisão curricular também faz parte da proposta em análise na
Câmara. Pelo texto, os alunos poderão direcionar o currículo de acordo
com quatro áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da
natureza e ciências humanas.
Implementação
A presidente-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, afirmou que a medida é necessária, pois há anos o resultado no ensino médio é ruim.
A presidente-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, afirmou que a medida é necessária, pois há anos o resultado no ensino médio é ruim.
“Precisa mudar a arquitetura, o desenho do ensino médio e, para isso,
essa MP é muito importante. Agora, o determinante não é a lei, é a
implementação”, destacou Priscila Cruz.
Fonte: Agencia Câmara
REGRA FISCAL DE TEMER PODERÁ PREJUDICAR ESCOLAS MUNICIPAIS!
A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) estima em R$ 58 bilhões as perdas de recursos para a manutenção do ensino nas redes públicas das cidades ao longo de dez anos, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 seja aprovada. Para os 20 anos de congelamento dos investimentos previstos no texto em tramitação no Congresso, os prejuízos deverão triplicados.
"Nós,
gestores municipais, vemos com muita aflição e preocupação a discussão
dessa PEC no Congresso. Somos totalmente contrários à desvinculação dos
recursos porque é a única garantia que temos de a União, ente que mais
arrecada, repassar recursos aos municípios e aos estados", diz o
presidente da entidade, Alessio Costa Lima.
Pela Constituição, os municípios devem aplicar 15% de sua arrecadação com impostos na educação. O percentual de estados e do Distrito Federal é de 12%. Já a União deve investir o percentual aplicado no ano anterior corrigido pela variação do PIB. Porém, conforme o Plano Nacional de Educação (PNE), o governo federal tem cerca de dez anos pela frente para passar a investir 10% do PIB.
Secretário de Educação no município de Tabuleiro do Norte, no Ceará, Alessio ressalta que a desvinculação dos recursos é ainda mais nefasta para o ensino público do que o que o próprio congelamento previsto pela proposta. "Pior do que o teto, que congela, é a desvinculação. Mesmo que houvesse o congelamento, a existência de um referencial para a destinação mínima dos recursos asseguraria pelo menos a destinação de um mínimo, de forma definitiva, para não ficarmos ao bel prazer do gestor federal. Sem a vinculação constitucional, ele poderia tirar da educação e jogar os recursos para outra área. Ou seja, sem a vinculação, a União ficaria desobrigada de repassar"
A PEC 241, como ele explica, está na contramão de todos os avanços em termos de legislação. É o caso da Emenda Constitucional 59, aprovada em novembro de 2009, que obriga a escolaridade dos 4 aos 17 anos. O prazo para cumprimento era 2016. Porém, a cobertura chegou a 90%. "Quase 600 mil crianças ainda estão fora da pré-escola. São crianças da periferia, das áreas de difícil acesso, da zona rural, com deficiência, de famílias de baixa renda. São justamente as crianças que mais precisam da escola", destaca. "Incluir essas 600 mil crianças requer abertura de vagas, fazer novas contratações, que não teremos como financiar."
Plano Nacional
A desvinculação de recursos, conforme lembra, coloca em risco a implementação de metas do PNE, que foram aprovadas depois de debates iniciados em conferências realizadas nos âmbitos municipal, estadual e nacional.
"Essas metas foram sonhadas por professores, alunos, educadores, e correspondem a expectativas da população. E agora, num cenário de recessão, é quando se tornam ainda mais importantes. Não podemos perder o foco da importância e da prioridade que tem de ser dada às metas do PNE. E se educação é mesmo prioridade, é agora que nós vamos saber. Todos os países, em época de crise, enfrentaram problemas econômicos e de outras naturezas investindo na educação. E saíram dela vitoriosos por meio da opção de investimento em massa na educação do seu povo."
O presidente da Undime lembra o caso de sucesso de seu próprio estado. O Ceará tem quase 70 das 100 escolas públicas com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015. Conforme ele, trata-se do resultado de um trabalho focalizado na melhoria da qualidade do ensino.
“Houve um esforço concentrado, por decisão política, na cidade de Sobral, que priorizou a alfabetização. A semente foi levada por Cid Gomes para o estado, que passou a qualificar gestores, incentivar os professores, selecionar diretores, melhorar as avaliações de alunos. Foi toda uma política que bancou formação dos professores, com o município escolhendo a agência formadora entre as certificadas pelo estado."
Ele conta que havia compra de material didático, livros, desde a educação infantil. O programa focado na alfabetização expandiu-se para até o quinto ano, e o estado investia fortemente na educação em todos os municípios, sem distinção político- partidária. "Durante oito anos consecutivos foram beneficiados. O estado agora está colhendo os resultados desse trabalho. Muita coisa mudou, houve redução no financiamento, mas a cultura que foi implementada ficou", diz.
Hoje, mais de 72% das crianças chegam ao segundo ano plenamente alfabetizadas. Conforme Alessio, isso aumenta as chances de sucesso escolar também porque facilita o trabalho do professor. Lendo bem, a maioria das crianças continua avançando sem muito trabalho, com o professor tendo menos alunos com dificuldades para trabalhar mais individualmente.
O presidente da Undime ressalta que, em todo o país, o desempenho do ensino fundamental vem melhorando a cada edição do Ideb. E em 2015, as escolas mantidas pelas prefeituras tiveram o melhor desempenho. Paralelo a isso, segundo ele, ocorreu em todo o país a municipalização das matrículas principalmente de 1ª a 5ª série.
"Dessas matrículas, 82% são da rede municipal de ensino. Apesar dos problemas de financiamento, os municípios têm melhorado a gestão dos poucos recursos que chegam, e derrubando um senso comum de que nos municípios predominam a ineficácia, a má gestão dos recursos. Mas o Ideb está mostrando que não é bem assim."
Recessão
Conforme ele, os gestores entraram no terceiro ano consecutivo de retração econômica, com menos repasses nas transferências constitucionais, comprometendo toda política no município. Apesar disso, a rede municipal vem melhorando seus resultados.
"Isso é fruto de políticas mais articuladas no âmbito do município, com melhoria de suas práticas de gestão. A gente observa também a melhora do perfil do gestor de educação, o que tem feito a grande diferença. Cada vez mais os prefeitos têm se conscientizado de que quem deve ocupar a pasta tem de ser gente da educação, com qualificação na área. E que entenda de gestão, planejamento e financiamento porque é ele que organiza as politicas locais, administrar melhor os recursos, aplica melhor e define quais são as prioridades."
A Undime está no início do mapeamento do perfil dos gestores. Dados preliminares, informais, indicam melhorias a cada ano. Alessio conta ainda que há um esforço da entidade para socializar todas as informações para que os gestores possam tomar atitudes mais acertadas para a melhor organização do setor.
É o caso, por exemplo, da gestão da merenda escolar e de ações pedagógicas que, em parte, explicam a melhoria dos resultados apesar da menos recursos. "A gente melhora as práticas de acompanhamento das redes de ensino. O município é capaz de gerir porque é lá que acontece a pressão, mas também o controle social. Quando falta merenda, é na porta do prefeito que a população vai reclamar. E não na porta do ministro. Por isso a Undime celebra esses resultados no Ideb e luta por uma política justa de reforma fiscal."
Pela Constituição, os municípios devem aplicar 15% de sua arrecadação com impostos na educação. O percentual de estados e do Distrito Federal é de 12%. Já a União deve investir o percentual aplicado no ano anterior corrigido pela variação do PIB. Porém, conforme o Plano Nacional de Educação (PNE), o governo federal tem cerca de dez anos pela frente para passar a investir 10% do PIB.
Secretário de Educação no município de Tabuleiro do Norte, no Ceará, Alessio ressalta que a desvinculação dos recursos é ainda mais nefasta para o ensino público do que o que o próprio congelamento previsto pela proposta. "Pior do que o teto, que congela, é a desvinculação. Mesmo que houvesse o congelamento, a existência de um referencial para a destinação mínima dos recursos asseguraria pelo menos a destinação de um mínimo, de forma definitiva, para não ficarmos ao bel prazer do gestor federal. Sem a vinculação constitucional, ele poderia tirar da educação e jogar os recursos para outra área. Ou seja, sem a vinculação, a União ficaria desobrigada de repassar"
A PEC 241, como ele explica, está na contramão de todos os avanços em termos de legislação. É o caso da Emenda Constitucional 59, aprovada em novembro de 2009, que obriga a escolaridade dos 4 aos 17 anos. O prazo para cumprimento era 2016. Porém, a cobertura chegou a 90%. "Quase 600 mil crianças ainda estão fora da pré-escola. São crianças da periferia, das áreas de difícil acesso, da zona rural, com deficiência, de famílias de baixa renda. São justamente as crianças que mais precisam da escola", destaca. "Incluir essas 600 mil crianças requer abertura de vagas, fazer novas contratações, que não teremos como financiar."
Plano Nacional
A desvinculação de recursos, conforme lembra, coloca em risco a implementação de metas do PNE, que foram aprovadas depois de debates iniciados em conferências realizadas nos âmbitos municipal, estadual e nacional.
"Essas metas foram sonhadas por professores, alunos, educadores, e correspondem a expectativas da população. E agora, num cenário de recessão, é quando se tornam ainda mais importantes. Não podemos perder o foco da importância e da prioridade que tem de ser dada às metas do PNE. E se educação é mesmo prioridade, é agora que nós vamos saber. Todos os países, em época de crise, enfrentaram problemas econômicos e de outras naturezas investindo na educação. E saíram dela vitoriosos por meio da opção de investimento em massa na educação do seu povo."
O presidente da Undime lembra o caso de sucesso de seu próprio estado. O Ceará tem quase 70 das 100 escolas públicas com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015. Conforme ele, trata-se do resultado de um trabalho focalizado na melhoria da qualidade do ensino.
“Houve um esforço concentrado, por decisão política, na cidade de Sobral, que priorizou a alfabetização. A semente foi levada por Cid Gomes para o estado, que passou a qualificar gestores, incentivar os professores, selecionar diretores, melhorar as avaliações de alunos. Foi toda uma política que bancou formação dos professores, com o município escolhendo a agência formadora entre as certificadas pelo estado."
Ele conta que havia compra de material didático, livros, desde a educação infantil. O programa focado na alfabetização expandiu-se para até o quinto ano, e o estado investia fortemente na educação em todos os municípios, sem distinção político- partidária. "Durante oito anos consecutivos foram beneficiados. O estado agora está colhendo os resultados desse trabalho. Muita coisa mudou, houve redução no financiamento, mas a cultura que foi implementada ficou", diz.
Hoje, mais de 72% das crianças chegam ao segundo ano plenamente alfabetizadas. Conforme Alessio, isso aumenta as chances de sucesso escolar também porque facilita o trabalho do professor. Lendo bem, a maioria das crianças continua avançando sem muito trabalho, com o professor tendo menos alunos com dificuldades para trabalhar mais individualmente.
O presidente da Undime ressalta que, em todo o país, o desempenho do ensino fundamental vem melhorando a cada edição do Ideb. E em 2015, as escolas mantidas pelas prefeituras tiveram o melhor desempenho. Paralelo a isso, segundo ele, ocorreu em todo o país a municipalização das matrículas principalmente de 1ª a 5ª série.
"Dessas matrículas, 82% são da rede municipal de ensino. Apesar dos problemas de financiamento, os municípios têm melhorado a gestão dos poucos recursos que chegam, e derrubando um senso comum de que nos municípios predominam a ineficácia, a má gestão dos recursos. Mas o Ideb está mostrando que não é bem assim."
Recessão
Conforme ele, os gestores entraram no terceiro ano consecutivo de retração econômica, com menos repasses nas transferências constitucionais, comprometendo toda política no município. Apesar disso, a rede municipal vem melhorando seus resultados.
"Isso é fruto de políticas mais articuladas no âmbito do município, com melhoria de suas práticas de gestão. A gente observa também a melhora do perfil do gestor de educação, o que tem feito a grande diferença. Cada vez mais os prefeitos têm se conscientizado de que quem deve ocupar a pasta tem de ser gente da educação, com qualificação na área. E que entenda de gestão, planejamento e financiamento porque é ele que organiza as politicas locais, administrar melhor os recursos, aplica melhor e define quais são as prioridades."
A Undime está no início do mapeamento do perfil dos gestores. Dados preliminares, informais, indicam melhorias a cada ano. Alessio conta ainda que há um esforço da entidade para socializar todas as informações para que os gestores possam tomar atitudes mais acertadas para a melhor organização do setor.
É o caso, por exemplo, da gestão da merenda escolar e de ações pedagógicas que, em parte, explicam a melhoria dos resultados apesar da menos recursos. "A gente melhora as práticas de acompanhamento das redes de ensino. O município é capaz de gerir porque é lá que acontece a pressão, mas também o controle social. Quando falta merenda, é na porta do prefeito que a população vai reclamar. E não na porta do ministro. Por isso a Undime celebra esses resultados no Ideb e luta por uma política justa de reforma fiscal."
Fonte: Rede Brasil Atual
CENTRAIS SE UNIFICAM EM ATOS CONTRA RETIRADA DE DIREITOS DOS TRABALHADORES!
A ameaça aos direitos dos trabalhadores ganhou força com a proposta das reformas trabalhista e previdenciária sinalizadas pelo governo de Michel Temer. A precarização das condições de trabalho, defendida por parte do empresariado, se expressa também em projetos no Congresso Nacional. Recentes decisões no Supremo Tribunal Federal (STF) fazendo valer acordos coletivos sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preocupam as centrais, que realizam nesta quinta-feira (22) atos pelo Brasil.
A
vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Foro,
reconheceu que o período é difícil para os trabalhadores com ameaças
vindas de diversos setores. Nesta semana o ministro do Trabalho, Ronaldo
Nogueira, afirmou que o encaminhamento da reforma trabalhista para o
Congresso deverá acontecer apenas no próximo ano.
O Executivo não é o único poder que se movimenta contra a CLT.
“Sabemos que existem acertos do Executivo com o Congresso mas de onde
esperávamos que viesse um nível razoável de se fazer justiça começam a
haver decisões contra os direitos dos trabalhadores. Por isso esses atos
se transformam em uma luta maior”, argumentou a dirigente.
Carmen se referiu às decisões recentes, incluindo a do ministro Teori Zavascki, do STF, que reconheceu que um acordo coletivo firmado entre sindicato e empresa tivesse prioridade em relação à CLT.
A sindicalista afirmou que a luta dos trabalhadores também deve fazer pressão no judiciário. Para ela a unidade das centrais é fundamental para que a mobilização dos trabalhadores se fortaleça.
“Todos serão afetados independentes da cor da central que representam. Uma única central ou um só sindicato não serão capazes de fazer a luta do tamanho que precisamos. Por isso o ato de amanhã (22) tem um importante significado para o próximo período de lutas”, avaliou Carmen.
Defesa dos direitos sociais e trabalhistas
A nota “Trabalhadores Unidos em Defesa dos Direitos Sociais e Trabalhistas”, que é assinada por nove centrais e convoca para esta quinta, critica ainda a insistência do governo Temer na política de ajuste fiscal. Ainda de acordo com as declarações do Ministro, o foco de Temer será agora o ajuste fiscal.
Em divergência com o governo, o documento das centrais afirma que o
ajuste fiscal que, entre outros impactos, reduz o poder aquisitivo do
trabalhador, faz do empregado “vítima da recessão, do desemprego e da
baixa informalidade”.
Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2015 o Brasil perdeu 1,51 milhão de postos formais, registrando o pior resultado desde 1985. Nesse período predominaram as demissões em massa e as contratações por salários mais baixos.
Em relação a 2014, os trabalhadores tiveram um recuo de 2,56% nos rendimentos de 2015. Atualmente o país registra cerca de 12 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Atos unificados
Às manifestações organizadas pelas centrais se juntarão atos de diversas categorias profissionais como bancários, educadores e servidores públicos. Estão programados protestos em todas as regiões do país com atos confirmados em cerca de 24 estados durante todo o dia.
Em São Paulo, as centrais se concentrarão a partir das 10h desta quinta em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A partir das 14h haverá em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) uma assembleia dos professores do Estado convocada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Os atos desta quinta são organizados em conjunto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Intersindical.
Fonte: Vermelho
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